domingo, 10 de outubro de 2010

E já cá cantam mais dois prémios :)


Olá a todos!
Não podemos entrar em nenhum desafio, que fica logo ganho:)
Na reunião de pais lançámos o desafio de algumas guias concorrerem ao concurso de doces da Feira dos Frutos Secos e as primas Carolina, Alexandra e Catarina lá foram recuperar a receita da avó.
Na altura disseram "Claro que vamos ganhar"
E ganharam mesmo...está visto: para vencer, só é preciso não ficar parada:)
Muitos parabéns:)

A Chefia

terça-feira, 24 de agosto de 2010

És rapariga? Organiza já a tua equipa e vem fotografar a cidade!

Fotopaper Guidista dia 4 de Setembro, em Torres Novas

Durante o mês de Setembro, a 1ª Companhia de Guias de Torres Novas vai dar a conhecer um pouco daquele que é o espírito Guidista: vida em patrulha, contacto com a natureza e a cultura, sentido de compromisso e capacidade de superar obstáculos.
A primeira iniciativa é já no dia 4 de Setembro, com a realização de um fotopaper, que consiste num jogo pela cidade e pela história do guidismo em que as equipas participantes, ao mesmo tempo que cumprem algumas tarefas, tiram fotografias.
A participação é gratuita, sendo que cada equipa deve levar a sua própria máquina fotográfica.
Cada equipa deve ser constituída por um mínimo de 2 e um máximo de 4 elementos, sem limite de idade (equipas de avós, mães e filhas são bem-vindas!).
O Guidismo é um movimento para raparigas (pelo que a participação é exclusivamente feminina), criado por Baden Powell, que foi também o fundador do movimento escutista.
A actividade tem início previsto às 9h30, no Jardim das Rosas, terminando com almoço volante e exposição das fotografias pelas 14h00.
 
As inscrições devem ser confirmadas para o e-mail: agptorresnovas@gmail.com.
Em resposta, será enviado o respectivo regulamento e informações adicionais.

sábado, 7 de agosto de 2010

Guidismo: Escola de Vida

"Se muito provavelmente se cruzar na rua com uma simpática rapariga vestida de azul e com um lenço colorido ao pescoço, saberá que é uma GUIA?

Existente na cidade de Torres Novas há 36 anos e no Mundo há 100, o Guidismo é um movimento de educação não formal, que se baseia no método preconizado por Baden-Powell e tem como principal objectivo “proporcionar às raparigas e jovens mulheres a oportunidade de desenvolverem plenamente o seu potencial como cidadãs universais responsáveis” – na teoria, esta é a sua Missão.

E na prática, o que se aprende?

Da sede, ao campo, da cidade, às actividades de serviço à comunidade, as Guias desenvolvem uma grande capacidade de entreajuda, compromisso e disciplina. Através do jogo, aprendem técnicas tão diversas como reconhecer a pista de um animal, conhecer as lendas e danças da sua região, tratar queimaduras, transmitir mensagem em morse ou mesmo a construir uma mesa com madeira e corda.

Desde pequeninas que as Avezinhas (dos 6 aos 10 anos), cumprem as suas tarefas alegremente, ajudando os outros e aprendendo muitas coisas novas para se tornarem cada vez mais autónomas.

À medida que vão crescendo as Guias Aventura, (dos 10 aos 14 anos), vão tomando consciência do mundo que as rodeia. Ao progredirem individualmente vão também aprendendo a interagir como parte de um grupo, desenvolvendo a sua imaginação e criatividade.

De forma a acompanhar as transformações que se vão dando na vida de uma rapariga, as Guias Caravela (dos 14 aos 17 anos), partem à descoberta do conhecimento do Eu, desenvolvendo o seu espírito crítico e vivendo a sua espiritualidade. Ao estabelecer propósitos pessoais, vão-se aperfeiçoando no que mais as completa – a Descoberta do Serviço.

Quem é que ainda não se deparou com uma Guia a colabora habitualmente com o Banco Alimentar Contra a Fome?
Ou quem é que ainda não foi confrontado na rua com a venda de saborosos biscoitos para ajudar a construir uma padaria em Timor, uma escola e uma biblioteca em Moçambique e um internato em Angola?

Após esta longa caminhada, onde a “mochila” vai ficando mais rica com conhecimentos e princípios fundamentais para a vida, as Guias Moinhos (a partir dos 17 anos) desenvolvem a iniciativa e a responsabilidade para aceitarem desafios cada vez mais exigentes.

Quer seja através das actividades ao ar livre, quer através das actividades de serviço, uma Guia vai adquirindo capacidades e demonstrando atitudes que ao longo do seu crescimento a transformam numa cidadã com excelentes valores como o trabalho em equipa, a confiança, o optimismo, a justiça, a tolerância e o respeito pelo próximo.


Por tudo isto (e muito mais…), o Guidismo é uma verdadeira escola de vida na conquista de grandes metas.

Olhando para o Mundo à nossa volta…arriscaria mesmo dizer bem alto: “GUIAS PRECISAM-SE!!!!!

 
Publicado no Jornal Almonda, nº, em de de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

Valeu a pena correr o risco? SIM VALEU

"Valeu a pena os km feitos para ir a reuniões.
Valeu a pena não ter os dias “livres” como as outras minhas amigas.
Valeu a pena as dores de costas de dormir no chão.
Valeu a pena ter que comer arroz com salsichas que, cozinhado por nós ficou uma quantidade industrial de trinca de arroz, e pão tão queimado que parecia pedra!
Valeu a pena carregar tendas da segunda guerra mundial, que pesavam mais que nós.
Valeu a pena andar à procura de canas e ficar arranhada.
Valeu a pena ser chamada vezes sem conta à Irmã Stella, ficando assim sem tempo para jogar Spiriball.

Porque valerá sempre a pena saber estar sempre alerta.
Porque valerá sempre a pena estar disponível para servir o outro.
Porque valerá sempre a pena dizer a verdade, ser honesta, ser digna.
Porque valerá sempre a pena saber ter um sorriso nos lábios em todas as ocasiões da vida.
Porque valerá sempre a pena ter amigas porque, um juramento de bandeira, uma promessa não se quebra.
Porque valerá sempre a pena saber que todas as guias do mundo virão para me ajudar.
Porque valerá sempre a pena saber seguir as pistas e sinais para encontrarmos um melhor caminho.
Porque valerá sempre a pena saber adaptarmo-nos em todos os ambientes.
Porque valerá sempre a pena saber ter a honra e o respeito por tudo o que é Vida, plantas e animais…
Porque valerá sempre a pena saber dar o nó que mais se adapta às pontas soltas da nossa vida.
Porque valerá sempre a pena saber partilhar.

Há lá coisa melhor que um fogo de conselho no fim de um dia atarefado, como são os de um acampamento??

Saudades das Pombo (Márcia e Patrícia), da São, da Tucha, da Sílvia Pombo, da Patrícia (Gil Paes) da Ivone, Cláudia, das Remas (Mónica e Marta), Kazuza, Quicas, das Santaréns (Mónica, eu e Ana Rita), da Maria, da Rute, Maria João, Susy, Magda, da Joana Abreu, Ana Rita Sanches, Sofia Vaz, Sandra Reis, da Marta e Cristina Galamba, das Zuzarte Reis, de tantas outras das quais não me consigo lembrar dos nomes, mas que sabem que existem neste rol.

Saudades da Irmã Stella.

A 1 de Maio de 1986, junto a vós todas confiante em Deus que me ama, prometi, fazendo parte da patrulha Pantera Negra, e mais tarde, Fogo, da A.G.P. da 1ª Companhia de Torres Novas, fazer da vida fonte bem clara onde os meus amigos viriam buscar a paz e a amizade ... a partir daquele dia, tentei dar minha alegria e servir meus irmãos contando minha fé. Sempre soube o quanto seria difícil, mas também sempre soube que Deus estaria comigo e que todas as Guias do mundo viriam para me ajudar!!!

Valeu a pena correr o risco e ir….. Sim valeu!


Curiosidade
No tempo em que eu era Guia no activo, a minha chefe era a São. Esta tinha e tem uma irmã, Teresa. Uma pessoa especial, que pelas suas características diferentes, nos fez crescer em contacto com outras realidades. A São levava a irmã a várias reuniões e acampamentos.
A vida, fez com que seguíssemos caminhos diferentes e durante anos deixei as Guias, a São e a Teresa.
Coincidências fizeram com que começasse a trabalhar na instituição onde estou hoje. A instituição onde está também a Teresa, que logo no 1º dia me disse com o ar muito familiar: “ Eu conheço-te. És das Guias, do meu tempo”. E não é que era mesmo!!!!
Que linda forma de me sentir acolhida, onde não conhecia mais ninguém, nem as instalações.
Foi esse “eu conheço-te” de ambas as partes que me permite ainda hoje ter uma relação especial com a Teresa.

SEMPRE ALERTA

Margarida Santarém


Canção cantada na Promessa das Guias:
Junto a vós todas
Confiante em Deus que me ama
Prometo fazer da vida
Fonte bem clara onde os meus amigos
Virão buscar a paz e a amizade
A partir deste dia
Vou dar minha alegria
Vou servir meus irmãos
Contar-lhes minha fé
Sei bem quanto é difícil
Mas Deus está comigo
E todas as Guias do mundo
Virão para me ajudar
"




Publicado no Jornal Almonda, nº, em de de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A felicidade vem do compromisso

"A felicidade vem do compromisso. Alguns pensam que não, que uma pessoa mais solta, sem ligações nem obrigações, é mais feliz! Será?

Compromisso é uma palavra pesada nos dias de hoje, mas qualquer Guia sabe o seu significado, compromisso consigo própria e com as suas escolhas, com a patrulha em que está inserida, com o Guidismo.

Explicar o que é ou como é ser Guia não é fácil, é mais fácil senti-lo e viver o dia-a-dia dando muito de nós, aplicar os valores que o Guidismo nos ensina, como a partilha, a união, a ajuda ao próximo, o respeito pela Natureza, … enfim, eis que depois de muito crescer nesta associação, de bons momentos ter passado, outros menos bons ter tido capacidade de os superar e encará-los como aprendizagem, amizades que construí, com as quais muito aprendi e muito me ajudaram e ajudam a ser feliz, alarguei os meus horizontes e quero fazer da promessa e da Lei da Guia a fonte onde posso encontrar a vontade de querer seguir em frente, caminhar mesmo que me sinta cansada, avançar, … avançar mesmo que não veja o fim do caminho, e avançar sempre com um sorriso no rosto, tal como nos ensina Baden-Powell.

No passado dia 27 de Junho, chegou finalmente um momento por mim muito esperado, e por toda a minha companhia, a minha família Guidista também, o momento do meu compromisso de dirigente.

“Sempre Alerta” é a divisa das Guias e quer dizer que devemos estar sempre atentas para prestar apoio e ajuda ao próximo sempre que for necessário. “Estar Alerta em casa, na escola, no emprego, na comunidade, Sempre, para cumprir os seus deveres para com Deus, a Pátria e o Próximo.”

Comprometi-me a obedecer às Leis das Guias, e comprometo-me também a dar o esforço, o tempo e a dedicação que a minha companhia de mim precisar para conseguirmos todas juntas seguir em frente.

Ser Guia na Associação de Guias de Portugal é motivo de orgulho para todas as Guias. Ajudar jovens raparigas a tornarem-se cidadãs responsáveis, autónomas e vê-las desenvolverem-se actividade após actividade é algo que nos faz engrandecer.

Ser Guia é ser amiga, é ser irmã de todas as Guias, é ser verdadeira, é acreditar que uma alegria partilhada é uma dupla alegria, é ajudar e aceitar ser ajudada. É aceitar novos desafios, enfrentar obstáculos e superar dificuldades.

Basta acreditar que não há impossíveis e com força de vontade tudo conseguimos.

E a todas as amigas Guias que acreditam em mim o meu muito obrigado!"
Patrícia Isabel Nunes Carvalho
Kuala Protectora

Publicado no Jornal Almonda, nº, em de de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

Ser Guia 24 horas por dia... e para sempre!

"Ser Guia nos dias de hoje não é tarefa fácil! Muitas pessoas nos questionam sobre o que é ser guia, sobre quais as actividades que realizamos nas reuniões, sobre o motivo de sermos apenas raparigas, ou mesmo sobre os benefícios que isso traz para qualquer uma que opte por sê-lo. No fundo, procuram entender o sentido da nossa associação existir num mundo com tanta oferta de actividades... com tanta escolha e tão diversificada.

As respostas podem ser muitas... Posso dizer que na nossa associação formamos raparigas para serem melhores cidadãs e mais responsáveis, posso referir que aprendemos a crescer em grupo, que acampamos, que construímos, que vendemos bolinhos para de algum modo ajudar crianças noutra parte do globo, que cantamos à volta de uma fogueira, que jogamos, que andamos quilómetros...

Mas não é simples fazer com que os outros entendam onde está a utilidade, ou mesmo o divertimento, de cozinhar numa fogueira, quando há fogão a gás, de utilizar uma bússola quando há o GPS, de alertar ou chamar alguém com um apito, quando há telemóveis e de usar nós nas construções, quando há pregos para as manter seguras!

De facto é mais complicado de explicar do que pode inicialmente parecer... e talvez só mesmo quem pertenceu, ou pertence à nossa associação, compreenda plenamente o significado de ser guia, 100 anos depois de tudo ter começado.

É verdade que ser guia ocupa parte do nosso tempo e disponibilidade e que com o avançar da idade há muito mais para gerir para se continuar a pertencer à associação. Surgem então as questões: "ser guia é abdicar de outras coisas mais importantes na vida? É ocupar o tempo com actividades que não trarão contributos para a vida diária, para o sucesso escolar, para a realização profissional?"
A única resposta que me ocorre é que definitivamente não! Claro que implica darmos muito de nós, mas acima de tudo pertencer às guias dá-nos ainda mais! A pessoa que cada uma de nós é, é a pessoa que aprendeu a ser nas guias e isso está em pequenos detalhes do dia-a-dia!

Crescer nas guias é saber respeitar o outro, saber ouvir e saber partilhar. É não se incomodar de sentar no chão, quando não há cadeiras suficientes para todos, é usar a criatividade e resolver uma situação sem aparente solução, é não desanimar quando há semanas de testes na escola, pois numa caminhada com sol escaldante e com montes e vales, lá vem o momento em que chega o rio e uma banho refrescante! É ajudar os outros, seja com géneros alimentares, roupa ou com uma palavra amiga, é cantar as janeiras e angariar dinheiro, mesmo sabendo que sozinha talvez não tivesse coragem!

E mesmo que a guia tenha de dizer aos outros, todos os dias da vida, o que são as guias, di-lo com um sorriso na cara e orgulho! Porque está a partilhar com os outros aquilo que a torna única e o que a faz crescer... Não se é guia em part-time, é-se 24h por dia... e para sempre!
"


Publicado no Jornal Almonda, nº, em de de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

BP nos dias de hoje

"Fará sentido nos dias de hoje a existência de associações baseadas em princípios deixados por Baden-Powell (B.P.) há mais de cem anos atrás, como são o Guidismo e o Escutismo?
Fará sentido, na era em que quase qualquer resposta nos pode chegar através de um click, e que o ar condicionado nos permite escolher a estação do ano que queremos em nossa casa, acampar dias a fio sujeitas às condições atmosféricas e até, construir com o que nos rodeia aquilo que será a nossa casa enquanto ali estivermos: a nossa mesa, lava-loiças, guarda-roupa (porta-mochilas neste caso), e até casa-de-banho?

Milhares de Guias em todo o mundo, que este ano festejam os 100 anos da associação mundial, respondem que SIM com orgulho. E tal como elas, os seus familiares e amigos que as viram crescer no seio da associação, trocar de lenço, alargar horizontes e fazer outras crescer. E tal como eles, quem convive no seu dia-a-dia com uma Guia e percebe que esta marca a diferença.

E que características do movimento são, nos dias de hoje, uma mais-valia para as crianças e jovens? Seguem-se as nossas 4 constantes:

Sistema de patrulhas. Patrulha é o grupo em que cada Guia se insere, com o qual divide todas as tarefas. Juntas ultrapassam etapas, conquistam provas. Cada uma tem um talento, uma personalidade, uma responsabilidade, e todas juntas contribuem para o avanço do grupo;

Vida ao Ar Livre. Só em convívio com a Natureza pomos à prova os nossos limites, aprendemos a vencer certos medos, e o espírito de entreajuda é fortalecido. A ausência de alguns confortos de todos os dias ajuda-nos a descobrir novas capacidades e a perceber que com cordas, madeira, e alguma técnica conseguimos ser engenheiras da nossa própria casa por uns dias…

Progressão. É ultrapassando várias etapas e conquistando várias provas que uma Guia progride na Associação. E este caminho é feito através da pedagogia do jogo: "aprendemos experimentando" num espaço lúdico e informal, em que não há notas para atingir ou horários todos os dias da semana, mas onde as provas ultrapassadas nos ajudam a conhecer os nossos próprios talentos e a crescer.

Compromisso. Esta é uma palavra pesada nos dias de hoje, de correrias e ligações efémeras, mas qualquer Guia tem de saber o seu significado. Compromisso consigo própria e com as suas escolhas, com a patrulha em que está inserida, com o Guidismo;

Apesar da importante acção social desenvolvida pelas Guias em várias campanhas, é assim que mais contribuímos para a construção de uma melhor sociedade, ao ajudar a formar o carácter de cada Guia, pois o seu crescimento pessoal reflecte-se em toda a sua esfera de acção...na família que irá construir, na sua atitude na escola, no trabalho...em todo o projecto de vida que se propõe seguir. Ao partilhá-lo com os outros e ao comunicar a sua alegria de viver, em jeito de convite, cada Guia cumpre a frase que nos deixou o nosso fundador “Deixai o mundo um pouco melhor do que o encontrastes”.

Para ir acompanhando esta e mais histórias e saber mais sobre as Guias em Torres Novas consulte o nosso blog: guiasdetorresnovas.blogspot.com.
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Publicado no Jornal Almonda, nº, em de de 2010

sábado, 5 de junho de 2010

De nada serve estar parada...

"Nunca a ouvi dizer “Não vamos conseguir”. Nunca lhe vi um sinal de desânimo perante uma dificuldade. Nunca a vi desistir, nem com a pressão do tempo, nem com o calor abrasador de uma tarde de Verão perante um trilho a percorrer, nem quando todos nos viram as costas. E foi provavelmente essa a maior lição que aprendi com ela e com o Guidismo.

Perante uma dificuldade a Irmã Stella sorria. É preciso ajuda? Pede-se porque alguém há-de ter bom coração. Há um imprevisto de última hora? Vamos já fintá-lo e mostrar que a criatividade não tem limites. O tempo corre? Confia, que quando juntamos o amor pelas coisas e a capacidade de organização os dias esticam.

Perante uma dificuldade Baden Powell sorria. Era ele quem dizia “Quando algo te parecer impossível, experimenta dar um pontapé no “im”. O que fica? A palavra possível, tudo é possível. Era ele também quem dizia “De nada serve estar parado. Não há alternativa: é o progresso ou a inércia. Avancemos e com um sorriso no rosto”

Que maior lição podemos querer para a nossa vida que não esta?

Hoje o tempo corre mais que nunca e nunca temos tempo para nada. Hoje vivemos preocupados com a crise e achamos que o dinheiro nunca chega para nada. Hoje os vizinhos não se conhecem e a ajuda de um desconhecido não é de confiança.

E então? De que serve estar parada?

Tu podes ser exemplo do progresso: mostrando que os teus afazeres não te impossibilitam de ter tempo para ajudar o Próximo; que quando estás acampada a natureza e a tua capacidade de adaptação valem mais que o dinheiro; e que para ti o mundo só faz sentido porque podes partilhá-lo com quem te rodeia.

És capaz? Então avança. E com um sorriso no rosto.




Para ir acompanhando esta e mais histórias e saber mais sobre as Guias em Torres Novas consulte o nosso blog: guiasdetorresnovas.blogspot.com."


Publicado no Jornal Almonda, nº, em de de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

100 anos a mudar vidas

"Há 100 anos atrás, um grupo de raparigas desafiou as normas e convenções da época e plantou na mente de Baden-Powell as sementes do Guidismo.
Estávamos em 1909, e um ano depois, o Guidismo começou formalmente no Reino Unido e desde aí mudou a vida de milhões de raparigas e jovens mulheres.
Numa época em que as saias se usavam compridas e em que as mulheres não tinham nenhum poder, a ideia de ver raparigas envolvidas em actividades como acampar, fazer caminhadas, etc., deu origem a reacções
muito distintas. Os críticos mais ferozes afirmavam que o guidismo era “uma inovação perniciosa”, “um movimento ridículo e nocivo” e um “desporto idiota”.
Baden-Powell não lhes deu ouvidos e desde logo começou a pensar num método para a aplicar às raparigas. Ele queria criar uma iden
tidade separada dos escuteiros, para que as raparigas pudessem trabalhar para o seu auto-desenvolvimento independentemente, e não imitando os seus irmãos escuteiros.
Foi então que surgiu o Guidismo, que desde 1909 procura “proporcionar às raparigas e jovens mulheres a oportunidade de desenvolverem plenamente o seu potencial como cidadãs universais responsáveis”.
São 100 anos a mudar vidas que são sem dúvida um motivo de celebração. É por isso que nos próximos 3 anos (2010-2012) os 10 milhões de guias existentes em todo o mundo vão estar em festa.
Para além das actividades e projectos nacionais em que vamos estar envolvidas, há actividades internacionais e momentos de partilha, dias em que as guias de todo o mundo vão estar “sintonizadas”, em que vamos conhecer um pouco mais da família guidista, em que vamos partilhar experiências,
em que vamos juntas superar obstáculos.
Vão ser 3 anos que se vão juntar à história do guidismo, 3 anos em que o movimento se vai fortalecer ainda mais, 3 anos que queremos partilhar com a comunidade. É por isso que nas próximas 100 edições do jornal Almonda encontrarão sempre um artigo das Guias, um artigo em que iremos falar um pouco de nós, das nossas actividades, da nossa história, dos nossos sonhos." 




Publicado no Jornal Almonda, nº , em de de 2010