terça-feira, 13 de julho de 2010

Valeu a pena correr o risco? SIM VALEU

"Valeu a pena os km feitos para ir a reuniões.
Valeu a pena não ter os dias “livres” como as outras minhas amigas.
Valeu a pena as dores de costas de dormir no chão.
Valeu a pena ter que comer arroz com salsichas que, cozinhado por nós ficou uma quantidade industrial de trinca de arroz, e pão tão queimado que parecia pedra!
Valeu a pena carregar tendas da segunda guerra mundial, que pesavam mais que nós.
Valeu a pena andar à procura de canas e ficar arranhada.
Valeu a pena ser chamada vezes sem conta à Irmã Stella, ficando assim sem tempo para jogar Spiriball.

Porque valerá sempre a pena saber estar sempre alerta.
Porque valerá sempre a pena estar disponível para servir o outro.
Porque valerá sempre a pena dizer a verdade, ser honesta, ser digna.
Porque valerá sempre a pena saber ter um sorriso nos lábios em todas as ocasiões da vida.
Porque valerá sempre a pena ter amigas porque, um juramento de bandeira, uma promessa não se quebra.
Porque valerá sempre a pena saber que todas as guias do mundo virão para me ajudar.
Porque valerá sempre a pena saber seguir as pistas e sinais para encontrarmos um melhor caminho.
Porque valerá sempre a pena saber adaptarmo-nos em todos os ambientes.
Porque valerá sempre a pena saber ter a honra e o respeito por tudo o que é Vida, plantas e animais…
Porque valerá sempre a pena saber dar o nó que mais se adapta às pontas soltas da nossa vida.
Porque valerá sempre a pena saber partilhar.

Há lá coisa melhor que um fogo de conselho no fim de um dia atarefado, como são os de um acampamento??

Saudades das Pombo (Márcia e Patrícia), da São, da Tucha, da Sílvia Pombo, da Patrícia (Gil Paes) da Ivone, Cláudia, das Remas (Mónica e Marta), Kazuza, Quicas, das Santaréns (Mónica, eu e Ana Rita), da Maria, da Rute, Maria João, Susy, Magda, da Joana Abreu, Ana Rita Sanches, Sofia Vaz, Sandra Reis, da Marta e Cristina Galamba, das Zuzarte Reis, de tantas outras das quais não me consigo lembrar dos nomes, mas que sabem que existem neste rol.

Saudades da Irmã Stella.

A 1 de Maio de 1986, junto a vós todas confiante em Deus que me ama, prometi, fazendo parte da patrulha Pantera Negra, e mais tarde, Fogo, da A.G.P. da 1ª Companhia de Torres Novas, fazer da vida fonte bem clara onde os meus amigos viriam buscar a paz e a amizade ... a partir daquele dia, tentei dar minha alegria e servir meus irmãos contando minha fé. Sempre soube o quanto seria difícil, mas também sempre soube que Deus estaria comigo e que todas as Guias do mundo viriam para me ajudar!!!

Valeu a pena correr o risco e ir….. Sim valeu!


Curiosidade
No tempo em que eu era Guia no activo, a minha chefe era a São. Esta tinha e tem uma irmã, Teresa. Uma pessoa especial, que pelas suas características diferentes, nos fez crescer em contacto com outras realidades. A São levava a irmã a várias reuniões e acampamentos.
A vida, fez com que seguíssemos caminhos diferentes e durante anos deixei as Guias, a São e a Teresa.
Coincidências fizeram com que começasse a trabalhar na instituição onde estou hoje. A instituição onde está também a Teresa, que logo no 1º dia me disse com o ar muito familiar: “ Eu conheço-te. És das Guias, do meu tempo”. E não é que era mesmo!!!!
Que linda forma de me sentir acolhida, onde não conhecia mais ninguém, nem as instalações.
Foi esse “eu conheço-te” de ambas as partes que me permite ainda hoje ter uma relação especial com a Teresa.

SEMPRE ALERTA

Margarida Santarém


Canção cantada na Promessa das Guias:
Junto a vós todas
Confiante em Deus que me ama
Prometo fazer da vida
Fonte bem clara onde os meus amigos
Virão buscar a paz e a amizade
A partir deste dia
Vou dar minha alegria
Vou servir meus irmãos
Contar-lhes minha fé
Sei bem quanto é difícil
Mas Deus está comigo
E todas as Guias do mundo
Virão para me ajudar
"




Publicado no Jornal Almonda, nº, em de de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A felicidade vem do compromisso

"A felicidade vem do compromisso. Alguns pensam que não, que uma pessoa mais solta, sem ligações nem obrigações, é mais feliz! Será?

Compromisso é uma palavra pesada nos dias de hoje, mas qualquer Guia sabe o seu significado, compromisso consigo própria e com as suas escolhas, com a patrulha em que está inserida, com o Guidismo.

Explicar o que é ou como é ser Guia não é fácil, é mais fácil senti-lo e viver o dia-a-dia dando muito de nós, aplicar os valores que o Guidismo nos ensina, como a partilha, a união, a ajuda ao próximo, o respeito pela Natureza, … enfim, eis que depois de muito crescer nesta associação, de bons momentos ter passado, outros menos bons ter tido capacidade de os superar e encará-los como aprendizagem, amizades que construí, com as quais muito aprendi e muito me ajudaram e ajudam a ser feliz, alarguei os meus horizontes e quero fazer da promessa e da Lei da Guia a fonte onde posso encontrar a vontade de querer seguir em frente, caminhar mesmo que me sinta cansada, avançar, … avançar mesmo que não veja o fim do caminho, e avançar sempre com um sorriso no rosto, tal como nos ensina Baden-Powell.

No passado dia 27 de Junho, chegou finalmente um momento por mim muito esperado, e por toda a minha companhia, a minha família Guidista também, o momento do meu compromisso de dirigente.

“Sempre Alerta” é a divisa das Guias e quer dizer que devemos estar sempre atentas para prestar apoio e ajuda ao próximo sempre que for necessário. “Estar Alerta em casa, na escola, no emprego, na comunidade, Sempre, para cumprir os seus deveres para com Deus, a Pátria e o Próximo.”

Comprometi-me a obedecer às Leis das Guias, e comprometo-me também a dar o esforço, o tempo e a dedicação que a minha companhia de mim precisar para conseguirmos todas juntas seguir em frente.

Ser Guia na Associação de Guias de Portugal é motivo de orgulho para todas as Guias. Ajudar jovens raparigas a tornarem-se cidadãs responsáveis, autónomas e vê-las desenvolverem-se actividade após actividade é algo que nos faz engrandecer.

Ser Guia é ser amiga, é ser irmã de todas as Guias, é ser verdadeira, é acreditar que uma alegria partilhada é uma dupla alegria, é ajudar e aceitar ser ajudada. É aceitar novos desafios, enfrentar obstáculos e superar dificuldades.

Basta acreditar que não há impossíveis e com força de vontade tudo conseguimos.

E a todas as amigas Guias que acreditam em mim o meu muito obrigado!"
Patrícia Isabel Nunes Carvalho
Kuala Protectora

Publicado no Jornal Almonda, nº, em de de 2010